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Escrito por Maikol Vancine às 15:24
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Bossa: 50 anos.

Com um estilo novo e uma batida de violão diferente, João Gilberto trazia ao mundo, cinqüenta anos atrás, a bossa nova. Ao lado de vários nomes como Carlos Lyra, Ronaldo Bôscoli, Nara Leão, Tom Jobim e Vinícius de Moraes, essa nova maneira de fazer música, positiva, refinada, conquistou o mundo após conquistar o Rio de Janeiro.

Influenciada pelo pós-guerra, e se contrapondo ao que os cantores da época ofereciam, a bossa nova surge oficialmente em 1958. Seu aparecimento é marcado por dois momentos distintos, o primeiro é o lançamento do disco Canção do Amor Demais, de Elizete Cardoso, que trazia a faixa Chega de Saudade, que era acompanhada pela batida inovadora e sincopada do então pouco conhecido João Gilberto. O segundo é o lançamento, em agosto daquele ano, do compacto do próprio João Gilberto que trazia novamente a canção composta por Tom Jobim e Vinícius de Moraes (Chega de Saudade), além de Bim Bom, de composição do próprio cantor.

Estas duas gravações marcam o surgimento de um novo ritmo, embalado por um novo jeito de tocar violão, e com letras que falavam de amor e das belezas das praias cariocas, pelos olhos da jovem classe elitista da época.

 

O início

 

João Gilberto havia se mudado da Bahia para o Rio em 1950, após ser chamado para substituir um integrante do conjunto vocal Garotos da Lua. Por não participar dos ensaios, foi expulso do grupo e amargou um período de desemprego. Um tempo depois, voltou para a casa dos pais na Bahia, onde se dedicou a prática do violão. Em 1957 retornou ao Rio, e apresentou aos amigos Roberto Menescal e Carlos Lyra, sua nova criação.

Menescal e Lyra, já participavam do cenário musical carioca. Em 1957, haviam aberto uma escola de música, que teve como uma de suas primeiras alunas a intérprete e cantora Nara Leão, que anos mais tarde seria uma das responsáveis pela reinvenção da bossa nova. Foi neste ano, que os dois, junto com Sylvia Telles, Renato Bôscoli e Luiz Eça, se apresentaram em um samba-sessions no colégio Israelita-Brasileiro. Lá foram anunciados como “o grupo bossa nova apresentando sambas modernos”.

Um ano antes da apresentação do grupo, dois novos compositores, Tom Jobim e Vinícius de Moraes, já compunham canções que serviriam de base para as melodias da futura bossa nova. A primeira parceria da dupla foi para compor músicas para a peça “Orfeu da Conceição”, entre as canções estava Se Todos Fossem Iguais a Você, que mais tarde faria parte de vários discos da bossa nova. Outra composição de Tom e Vinicius foi Garota de Ipanema, que mais tarde viria a ser a segunda canção brasileira mais conhecida no mundo, e a com maior número de regravações, 169, sendo que, entre os intérpretes mais conhecidos, se destacam Ella Fitzgerald, Frank Sinatra e Stan Getz.

A participação de Tom e Vinícius no período pré-bossa nova, acontece à partir do momento em que em maio de 1958, é gravado o álbum Canção do Amor Demais, de Elizete Cardoso, que trazia somente músicas da dupla. A consolidação do então novo gênero musical genuinamente brasileiro, viria a acontecer no ano seguinte, quando João Gilberto lançaria seu primeiro LP, Chega de Saudade.

  

 

A explosão

 

   Após Chega de Saudade desembarcar nas lojas, a bossa nova saiu dos apartamentos e bares da zona sul do Rio de Janeiro, para cair no gosto do público. Este jeito diferente de se fazer samba-canção, com misturas de jazz, era consumido, no início, somente pela alta sociedade carioca. A nova bossa ainda era regional e elitista. A advogada Léia Maria dos Reis Betaglia, de 51 anos, que cantou profissionalmente dos 13 até os 24 anos, lembra que mesmo na época em que cursava a faculdade “a bossa nova continuava sendo mais para a elite. A maior parte das pessoas não tinha acesso a esse tipo de música.”.

A popularidade foi vindo aos poucos durante o fim dos anos 50 e início dos 60. Mas a grande expansão não só em território nacional como mundial acontece somente em 1962, após o histórico concerto realizado no Carnegie Hall em Nova Iorque. Na apresentação, considerada um fiasco pelos protagonistas, participaram doze integrantes, entre eles, João Gilberto, Tom Jobim, Carlos Lyra e Sérgio Mendes.

Nos quatro anos que se seguem, a “adolescente” bossa, ganha novos ideais, puxados pelos remanescentes do Centro Popular de Cultura, da União Nacional dos Estudantes, a UNE. Com uma visão nacionalista, e preocupados com a influência do jazz norte-americano, os “novos” artistas como, Francês Hime, Edu Lobo e Dorival Caymmi, buscavam aproximar a bossa do morro. Durante este período, é lançado o LP “Os Afro-sambas”, de Vinícius e Baden Powell.

 

Um quase fim

 

A segunda fase ainda vivia seu auge, quando em 1965, um precursor do estilo, Vinícius, iria se tornar parceiro do então renovador Edu Lobo, para começar a “escrever” o fim do gênero e do movimento musical chamado bossa nova. Da parceria, nasceu a música Arrastão, que concorreria no I Festival de Música Popular Brasileira da extinta TV Excelsior. A composição marca o fim da bossa nova como gênero, e o surgimento da MPB, que acaba por englobar diversos estilos musicais.

Embalados pelos artistas da segunda geração, e inseridos na MPB, nomes como Chico Buarque e Geraldo Vandré, passam a despontar na música nacional.

 

Marcas na areia

 

O fim da bossa nova como gênero, não decretou nem a escassez de futuras composições, nem sua influência. Vários países do mundo, como o Japão, se renderam ao som produzido com um banquinho e um violão, e até os dias atuais, realizam eventos e shows da bossa. Ainda hoje nos Estados Unidos, a bossa nova tem um consumo maior do que no Brasil, sendo que vários discos relançados, de artistas brasileiros são encontrados somente nas lojas de lá. “As pessoas daqui do Brasil que conhecem ainda gostam, e gostam apaixonadamente. Entretanto, reconheço, com pesar, que ainda são muito poucos.”, diz Carlos Alberto Afonso, proprietário da Toca do Vinicius, uma loja do Rio de Janeiro, especializada em bossa nova.

Aqui no país, novelas e minisséries televisivas utilizam constantemente a bossa nova em suas trilhas sonoras. Além disso, a música eletrônica nacional, do início da década, criou um novo gênero, que mescla as batidas do violão com as batidas dos sons emitidos das pick-ups, daí surgiu o aclamado Drum’n’Bass, que também teve seu auge fora do país, principalmente na Inglaterra.

Aos cinqüenta anos, a bossa nova se reiventa, e continua a consquitar novos adeptos por todo o mundo.



Escrito por Maikol Vancine às 08:59
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O dia B



Escrito por Maikol Vancine às 09:01
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Jornalismo musical e a internet.

Não é de hoje que jornalistas encontram dificuldades de se firmar na área de jornalismo cultural, especificamente sobre música. O sonho de muitos garotos em escrever sobre o disco da sua banda preferida esbarra no campo profissional restrito e nas facilidades proporcionadas pelo avanço da internet.

Atualmente qualquer pessoa pode ter um blog ou um site, e o acesso mais fácil ocorre na mão dos adolescentes, que logo dominam todas as ferramentas e novidades que possibilitam a publicação de textos. Esta abertura, facilitada pela internet, faz com que o sonho de ser um crítico de música deixe de depender de veículos tradicionais como jornais e revistas. Além disso, dispensa a aprovação de um editor, já que a qualidade do texto pode ser desconsiderada no momento em que o leitor se depara com uma novidade, ou alguma opinião que o faça se identificar com o que está escrito.

A internet preencheu a lacuna deixada pelos meios impressos, mas há quem queira ainda seguir carreira na área do modo tradicional, mesmo sabendo das dificuldades. Em 1995, o jornalista André Forastieri, que então assinava a coluna Ondas Curtas no caderno Folhateen do jornal Folha de São Paulo, já alertava para o árduo trabalho de ser profissional na área e dava dicas para quem pretendia seguir em frente. Segundo Forastieri, o principal “é ter um bom texto” e “meter a cara” para “fazer um editor ler seu texto”.

Outro jornalista famoso no meio musical a falar sobre o assunto, é Marcelo Costa, editor do site Scream & Yell (www.screamyell.com.br), e também editor e colunista do portal iG (www.ig.com.br). Ele afirma que “as chances ainda existem” de seguir carreira nesta área, mas, ele também diz que a dificuldade de sobreviver só de cultura, no caso cultura pop, é evidente, e cita o próprio caso: “Eu gostaria muito de poder viver só de cultura pop, do site que eu edito, dos textos que escrevo para algumas revistas, mas isso ainda é impossível. O meu trabalho no iG, por exemplo, nada têm de cultura pop. E é este trabalho que possibilita que eu pague as contas, me alimente, ou seja, viva a vida normalmente.”.



Escrito por Maikol Vancine às 10:53
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Uma inconveniente coincidência.

 

“W.”, novo filme de Oliver Stone, como você já deve estar cansado de saber é uma vídeo-biografia sobre a vida do atual presidente norte-americano, George W. Bush.

Mas a inconveniência é a data de exibição de trailers do longa, e o seu lançamento (17 de Outubro deste ano) as vésperas das eleições para a presidência dos EUA.

Tudo milimetricamente calculado, para promover de forma disfarçada, o também republicano John Mccain. Pelo trailer, percebe-se que a crítica dá lugar para a velha estória de superação norte-americana.

Com o bordão do cara que saiu de sua casa, para a casa branca, podemos ver que o pensamento republicano é sempre o mesmo, de que só eles são preparados para governar o país.

Coincidentemente, nestes últimos dias, Mccain atacou Obama, o rival democrata, o chamando de superstar ao lançar uma campanha onde mescla imagens de Paris Hilton e Britney Spears  com as do discurso de Obama para 200 mil pessoas em Berlim (veja aqui), e agora o que vem é uma grande produção cinematográfica, para favorecer o aliado de Bush.

E fica a pergunta: quem está sendo estrela?

 



Escrito por Maikol Vancine às 16:25
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Kapranos again!!!

Em entrevista ao site BBC NewsBeat, o líder e vocalista da banda Franz Ferdinand, disse que o novo álbum do grupo será “selvagem e dançante”.

A produção do terceiro disco do grupo fica a cargo de Brian Higgins (Girls Aloud).

A previsão de lançamento é só no ano que vem!!!

 

E só pra relembrar um dos melhores momentos do grupo:

 

All My Friends do LCD Soundsystem



Escrito por Maikol Vancine às 12:04
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Relembrando o que é bom:

 

House of Cards- Radiohead

 

             Aí dá pra brincar aqui: http://code.google.com/creative/radiohead/viewer.html



Escrito por Maikol Vancine às 11:59
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Devendra Banhart - Carmensita

 



Escrito por Maikol Vancine às 12:28
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Anime Mundo

E começou hoje em São Paulo o Anima Mundi.

Na versão paulista, o festival terá duração de somente 5 dias, e irá exibir 441 trabalhos, 74 deles de produção nacional.

O evento vai até o dia 27, e as exibições acontecem nos seguintes lugares:

 

 - Fund. Memorial da América Latina - Galeria Animada

 - Cinema CCBB SP

 - Fund. Memorial da América Latina - Sala 3

 - Fund. Memorial da América Latina - Sala 1

 - Auditório CCBB SP

 - Fund. Memorial da América Latina - Sala 2

  

Para conferir sobre valores de ingresso acesse o site do festival, http://www.animamundi.com.br.

 



Escrito por Maikol às 15:19
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Quando o fim parece estar próximo...

...você vira estátua de cera, isso se você for famoso.

E prevendo, um trágico e breve fim, o museu Madame Tussauds, em Londres, começa a exibir á partir de hoje uma estátua de cera da cantora inglesa Amy Winehouse.

 



Escrito por Maikol às 15:17
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